Dilma poderia ser mais radical na faxina, diz Economist

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é o personagem identificado como
o próximo alvo - sua saída "parece ser apenas uma questão de tempo"

25/11/2011 | 08:09 | Agência O Globo

A presidente Dilma Rousseff está metida em uma "sórdida e interminável
telenovela". Esta foi a constatação da revista britânica "The
Economist" ao tratar dos escândalos de corrupção que já derrubaram
cinco ministros em menos de um ano. Em artigo da próxima edição, a
publicação indica que a presidente poderia, apesar das demissões, ser
mais enérgica na condução da política entre governo e base aliada.

Para a "Economist", a "faxina" iniciada pelo Planalto é popular e a
própria presidente desfruta de um prestígio nunca antes conquistada
por ela. No entanto, a situação política que permite a troca de
benesses prejudica o seu desempenho.

O texto ressalta que todos os presidentes, desde a redemocratização,
"fizeram variadas coligações para obter maioria no Legislativo".
Porém, hoje, o "sistema" é nítido: partidos participam dos ministérios
em troca do voto no Congresso e detêm o poder de fundos públicos para
expandir os seus tentáculos no poder.

Dilma é ilustrada nas páginas da revista com uma vassoura na mão
tentando conter porcos amontoados no entorno Congresso Nacional.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é o personagem identificado como
o próximo alvo - sua saída "parece ser apenas uma questão de tempo". O
comportamento que já o levou a ser chamado de "fanfarrão" por
parlamentares também chamou atenção da revista. O artigo cita o
momento em que Lupi mentiu na Câmara e a frase polêmica proferida pelo
admirador de Leonel Brizola: "só saio a bala".

A revista diz que Dilma é mais moderada em relação ao ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva quando trata do Orçamento. Ela contemplaria
com menos vontade os políticos por meio das emendas parlamentares.

No último parágrafo, a publicação sugere um novo caminho político para
Dilma: A maior parte da agenda política da presidente -melhorar
educação e saúde, eliminar a pobreza extrema e investir em
infraestrutura - não requer aprovação do Congresso. Ela poderia ser
mais radical em sua política de limpeza"

http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?id=1196024

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